A investigação sobre a morte da estudante de direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, ganhou novos e decisivos capítulos. Imagens inéditas de câmeras de vigilância expõem os passos finais da jovem em um condomínio de alto padrão no bairro Aldeota, em Fortaleza, conforme apurado pelas reportagens do G1 e do programa Fantástico.
Enquanto a Polícia Civil do Ceará busca pelo paradeiro do namorado da vítima, João Munhoz Neto, manifestantes e familiares cobram celeridade e respostas das autoridades para esclarecer as circunstâncias do falecimento.
Cronologia e os Últimos Momentos no Caso Isabelle Caracristi
Os registros de segurança do edifício desenham uma linha do tempo minuciosa entre o final da tarde e a noite do incidente. O monitoramento eletrônico capturou a movimentação no local antes da tragédia:
Relatos de Ciúme e Mudança de Comportamento
O casal havia se conhecido em julho, durante o período em que trabalhavam em um mesmo escritório de advocacia. Pouco tempo depois, passaram a residir juntos no apartamento da família dele, onde também moravam a mãe e o irmão do jovem.
Em depoimento, a mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, revelou que a filha fazia queixas frequentes sobre o comportamento controlador do parceiro. Segundo ela, o rapaz mantinha uma vigilância constante sobre os passos da estudante.
"Ela reclamava que ele era muito ciumento, que para onde ela ia, ele estava também. Bastava ela descer para lanchar com as amigas ou ir à farmácia que ele aparecia junto", relatou a mãe da vítima.
Após o ocorrido, Isorlanda tentou contato imediato com o genro, sem sucesso. Ela relatou ter sido bloqueada nos aplicativos de mensagem antes mesmo de receber a notícia oficial do falecimento.
Ações Periciais e Buscas Policiais
A Polícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) retornou ao local com o auxílio de drones para mapear o perímetro. A Secretaria de Segurança Pública informou que os traumas encontrados no corpo são compatíveis com queda de grande altura e que os exames toxicológicos preliminares deram negativo.
A mãe de João, que atua como servidora da Secretaria de Administração Penitenciária, foi localizada em uma praia no município de Caucaia e teve o telefone celular apreendido para perícia. A polícia prossegue colhendo depoimentos e aguarda o laudo necroscópico definitivo, previsto para ser concluído nas próximas semanas.