O cenário do acidente com o Helicóptero do cantor Rick
Uma semana após a localização dos destroços na região montanhosa de Urubici, na Serra catarinense, a Força Aérea Brasileira (FAB) trouxe novos esclarecimentos sobre a queda do helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla com Renner, e outras quatro pessoas. Conforme apurado pela reportagem, a aeronave operava em um "espaço aéreo não controlado" no momento do sinistro.
Na prática, essa classificação significa que o piloto não estava sob a obrigatoriedade de manter contato direto com os órgãos de controle de tráfego aéreo durante todo o trajeto. O acidente ocorreu no último dia 21 de setembro, vitimando o artista, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, além do piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.
O que significa voar em espaço aéreo não controlado?
O coronel aviador da FAB, Silvio Monteiro Júnior, esclareceu que a ausência de controle não implica em proibição de voo, mas exige maior autonomia do piloto quanto à navegação. Em áreas não controladas, o suporte é fornecido pelo Serviço de Informação de Voo, que fornece dados sobre meteorologia e aeródromos, sem o monitoramento constante presente em rotas comerciais de grande fluxo.
Cronologia da tragédia
Segundo dados do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), a cronologia do voo foi marcada pelos seguintes pontos:
Condições meteorológicas e investigações
A FAB destacou que, no momento do acidente, as condições climáticas na Serra catarinense eram severamente desfavoráveis. Relatórios indicam a presença de chuva forte, ventos intensos e visibilidade reduzida devido à nebulosidade densa. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) havia emitido alertas de tempestades para a região na data do ocorrido.
Atualmente, o caso é conduzido sob duas frentes de investigação:
| Órgão | Finalidade | | :--- | :--- | | Cenipa (FAB) | Investigar causas técnicas e prevenir novos acidentes | | Polícia Civil | Apurar responsabilidades criminais e circunstâncias da queda |
A aeronave, um Bell 430 de prefixo PP-MGR, possuía certificação regular junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) com validade até 2027. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos já recuperou a caixa-preta, que segue sob análise pericial para determinar se fatores como impacto em obstáculos ou erro humano contribuíram para o desfecho trágico.