Segurança Pública

Morte de bebê em Santos: pai foragido e prints chocam

Por Administrador •
Morte de bebê em Santos: pai foragido e prints chocam

A investigação sobre a trágica morte de bebê em Santos, de apenas quatro meses, ganhou capítulos dramáticos com a divulgação de conversas estarrecedoras entre os pais da criança. Conforme apurado pela reportagem da TV Tribuna e divulgada pelo G1, as imagens das telas mostram a mãe questionando o companheiro sobre hematomas visíveis no corpo da filha antes de sua internação.

O pai da recém-nascida, João Pedro Santos Alves, foi formalmente denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por homicídio qualificado. Após o acolhimento da denúncia pela Justiça, sua prisão preventiva foi decretada, e ele passou a ser considerado oficial e legalmente foragido.

Detalhes da investigação sobre a morte de bebê em Santos

A criança deu entrada na Santa Casa de Santos em 23 de agosto, apresentando um quadro clínico grave de hemorragia subaracnóidea (sangramento interno entre o cérebro e o tecido circundante), fratura no crânio e diversas marcas de agressão física pelo corpo. Apesar das tentativas médicas de salvamento, ela faleceu dois dias após a internação.

Inicialmente, os pais alegaram que a menina havia sofrido um acidente ao cair do carrinho de passeio. Contudo, em depoimento prestado à Polícia Civil, o pai mudou a versão dos fatos:

  • Afirmou que a filha escorregou do seu colo;
  • Declarou que, na tentativa de segurá-la, acabou projetando-a contra o solo por engano;
  • Confirmou ser o único adulto presente com a criança no momento dos traumas.
  • Cronologia do caso na Baixada Santista

    | Data | Acontecimento | | :--- | :--- | | 23 de Agosto | Entrada da bebê na Santa Casa de Santos com traumas graves e fratura craniana. | | 25 de Agosto | Confirmação do óbito da criança de quatro meses na unidade hospitalar. | | 15 de Setembro | Justiça aceita denúncia do MP-SP e decreta a prisão preventiva do pai. |

    Mensagens trocadas entre o casal revelam alertas de agressão

    Captações de tela obtidas pelas autoridades policiais registram diálogos em que a mãe, Alicia Garcez, de 20 anos, confronta o companheiro sobre o estado físico da recém-nascida. Em uma das mensagens, Alicia destaca que a garota sentia fortes dores ao ser tocada na orelha e envia registros fotográficos mostrando novos hematomas espalhados pelo corpo.

    Em resposta às cobranças da jovem mãe, o suspeito apenas se desculpou, alegando que estava apenas "tentando brincar" com a filha por ela chorar frequentemente em sua presença, prometendo em seguida que não faria mais brincadeiras do tipo.

    "Ele tirou tudo de mim, sabe? As primeiras palavras, risadas, passos, tudo", desabafou a mãe Alicia Garcez em entrevista concedida à imprensa local, exigindo justiça rápida e severa.

    Pai foragido e posição da defesa do suspeito

    Embora tenha chegado a ser detido no início das investigações, João Pedro havia sido liberado na audiência de custódia. Com a alteração da tipificação penal promovida pelo Ministério Público e o aceite da denúncia, o mandado de prisão preventiva encontra-se em aberto.

    Em nota oficial emitida à imprensa, o escritório Ochsendorf, Campos & Cabrera Advogados, responsável pela defesa técnica de João Pedro, declarou que aguarda os laudos periciais complementares. A defesa argumenta que os elementos técnicos provarão que a morte decorreu de uma fatalidade acidental, sem qualquer intenção deliberada do pai de tirar a vida da própria filha.

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