A diversidade sonora marcou a abertura do quinto dia do festival no Rio de Janeiro. Em sua primeira apresentação nesta edição, o produtor e cantor norte-americano trouxe o show da turnê Saturday Night Sunday Morning para o Palco Sunset, apresentando uma aula de musicalidade e presença de palco.
Embora tenha se apresentado para um público modesto, a performance solo do artista provou por que ele é uma das mentes mais brilhantes da música preta contemporânea. Conforme reportado pela cobertura do portal G1, o público presente trocou a dispersão pela atenção total, engajando-se com cada nota do instrumentista.
A Elegância Musical de PJ Morton no Rock in Rio
Dividindo a programação do dia com fenômenos do K-pop, que atraíram uma multidão jovem ao festival, PJ Morton no Rock in Rio encontrou uma plateia menor, porém extremamente receptiva. Em vez de se intimidar com o espaço vago, o artista transformou a apresentação em um encontro intimista e caloroso.
Demonstrando simpatia do início ao fim, o músico interagiu com o público brasileiro, arriscou palavras em português e ensinou regências de coro para a plateia. A sintonia foi imediata nos momentos em que ele deixava os teclados para se aproximar da borda do palco.
'Mesmo diante de um público menor do que o habitual para o festival, o artista preferiu deixar a música fluir, entregando um dos sets mais refinados do evento.'
Principais Destaques do Setlist
Com um repertório composto por 13 faixas, o show teve como pilar central o álbum Gumbo (2017), um dos trabalhos mais aclamados de sua trajetória solo. Entre os destaques da apresentação estiveram:
| Música | Álbum de Origem | Destaque do Show | | :--- | :--- | :--- | | First Began | Gumbo (2017) | Vocal impecável e arranjo de piano | | Better Benediction | Watch the Sun (2022) | Fortes harmonias de R&B e soul | | Say So | Parceria com JoJo | Coro afinado da plateia presente |
Trajetória de Sucesso e Dupla Jornada no Festival
Filho de pastor, PJ Morton construiu suas raízes musicais na igreja gospel, absorvendo referências de lendas como Stevie Wonder, Donny Hathaway e Marvin Gaye. Seu primeiro trabalho solo foi lançado em 2005 e, desde 2010, ele ocupa o posto de tecladista oficial da banda Maroon 5.
O músico retorna ao festival já neste sábado para subir ao Palco Mundo ao lado do Maroon 5. No entanto, sua passagem pelo Palco Sunset reafirma sua relevância como artista solo maduro, autêntico e incapaz de se limitar aos rótulos do mercado fonográfico.